Pros
1. Bom para você aprender, sair da estaca 0. 2. Bons benefícios (mas mesmo nesse quesito, há pontos negativos). 3. Tem uma galera que faz valer a pena estar lá.
Cons
O dia já começa com uma situação desgastante: a subida de um morro íngreme até a empresa, já que não há vagas de estacionamento para todos. Apenas gestores e cargos mais altos têm vagas garantidas, enquanto os demais colaboradores precisam enfrentar essa dificuldade diariamente. Outro ponto é a suposta “flexibilidade” da jornada de 40h semanais em vez de 44h. Na prática, isso inviabiliza o banco de horas, pois para acumulá-las é necessário trabalhar todos os dias exatamente 8h48 e ainda realizar horas extras além disso. Ou seja, é quase impossível de fato usufruir desse benefício. As reuniões chamadas de “Alinhamento com o CEO” também acabam sendo um problema. Em vez de trazerem boas notícias, quase sempre significam restrições ou medidas negativas. No último caso, foi para anunciar a proibição de qualquer dia de home office no final do ano. Assim, quem deseja visitar a família em outro estado precisa trabalhar 10h por dia durante todo dezembro, já que praticamente impossível acumular horas de um mês para o outro, apenas para conseguir dois dias de folga e passar o Natal. Plano de carreira: para crescer na empresa, não basta executar bem o que está no seu escopo. É preciso fazer absolutamente tudo (A, B, C, D e E) de forma consistente e documentada. Isso significa que, muitas vezes, quem entrega um trabalho de qualidade naquilo que é sua função principal não é valorizado. Já quem executa várias tarefas de forma mediana, mas com registros constantes, acaba sendo promovido. Em outras palavras, o sistema premia quantidade e exposição, e não mérito e qualidade. Microgerenciamento: o ambiente é extremamente tóxico, com a necessidade constante de “provar” o que está sendo feito a todo momento. A gerência cobra diariamente relatórios e atualizações, não em um tom de apoio, mas de vigilância. O foco parece estar mais em controlar se o funcionário está presente e “mostrando que está ocupado” do que na qualidade real das entregas. Esse excesso de controle gera um clima de desconfiança e desmotiva a equipe. No fim, a preocupação exagerada com presença e monitoramento sufoca qualquer tentativa de equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A cultura é muito mais baseada em controle e aparência do que em confiança e resultados reais.