Desde o início, algo já me pareceu estranho: o convite para a entrevista veio por e-mail, e não por WhatsApp, como costuma acontecer na maioria dos processos seletivos. Vi a mensagem quase por acaso.
Ainda assim, segui em frente. O processo foi longo, cansativo e bastante desgastante. Começou com uma inscrição extensa, seguida por uma entrevista com uma IA via WhatsApp. Depois disso, fui chamado para conversar com a recrutadora, que demonstrou grande interesse no meu perfil. Ela me aprovou rapidamente e já agendou a entrevista com o gestor.
A conversa com o gestor foi excelente. Ele se mostrou muito interessado, afirmou que eu atendia 100% aos requisitos da vaga e explicou que, devido às férias coletivas, a próxima etapa — uma entrevista com o BP — aconteceria após duas semanas. Até então, tudo parecia caminhar muito bem.
Porém, na mesma semana, recebi um e-mail automático de uma IA informando algo totalmente genérico. O mais estranho: a mensagem foi enviada para um e-mail secundário, que eu não estava usando em nenhum momento do processo. Aquilo não fazia sentido algum.
Imediatamente, entrei em contato com a recrutadora responsável, acreditando que pudesse ser um erro, já que o conteúdo do e-mail não condizia em nada com o que o gestor havia me dito. Não obtive resposta. Nenhuma.
A confirmação da reprovação só veio quase um mês depois, quando vi a vaga sendo reaberta. Foi assim, de forma silenciosa e desrespeitosa, que descobri o desfecho.
Confesso que foi extremamente frustrante. Principalmente porque a empresa se posiciona como “uma empresa de gente”, que valoriza e respeita as pessoas. Infelizmente, essa não foi a realidade que vivi na prática.
No fim, ficou a sensação de tempo perdido, expectativas criadas sem responsabilidade e a amarga impressão de ter participado de um processo para uma vaga que, ao que tudo indica, nem sequer existia — justamente em um momento em que eu mais precisava.